domingo, 28 de agosto de 2011

Ator Marcos Palmeira também é um amante da Agricultura Orgânica!


     Você certamente conhece o talentoso ator Marcos Palmeira, consagrado no teatro, cinema e televisão, onde sempre brilha nos mais diversos papéis...
     Mas talvez você ainda não conheça um outro lado do sobrinho de Chico Anysio: agricultor. Marcos é produtor de alimentos orgânicos (sem uso de agrotóxicos) em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Os produtos de sua fazenda, a Vale das Palmeiras, são encontrados nos supermercados da Zona Sul e em pequenos comércios de produtos naturais do Rio de Janeiro.


     Como consultor, presta assistência em diversos projetos de alimentação orgânica espalhados pelo Brasil. Reproduzimos a seguir a bela entrevista feita pelo site Planeta Orgânico onde o próprio Marcos Palmeira fornece mais detalhes sobre sua fazenda e seus projetos de questão ambiental:

Planeta Orgânico - Há quanto tempo a Fazenda Vale das Palmeiras faz parte da sua vida?
Marcos Palmeira- A Fazenda Vale das Palmeiras tem 4 anos e é a realização de um sonho antigo. A princípio eu queria lidar com gado e leite. Nunca havia me ocorrido lidar com hortaliças. Quando comprei esta fazenda já existia uma produção convencional de verduras e eu me apaixonei. Vim para cá com meu amigo Rildo e ele me disse: "só se preocupa com comida e água, o resto depois nós damos um jeito." E assim começou este projeto que vocês estão vendo hoje. A  Fazenda Vale das Palmeiras tem 200 hectares, com  20 hectares de produção orgânica.
PO –  Você já tinha a intenção de produzir orgânicos?
MP – Eu sempre tive uma preocupação com a qualidade da alimentação, já me tratava com homeopatia, só comia arroz integral, etc. Quando chegamos na fazenda nós resolvemos ser radicais e cortamos os químicos.
Só que sem método nenhum
Você pode imaginar que devido a esta falta de planejamento perdemos várias colheitas até entendermos o processo... Nossa primeira etapa foi o saneamento básico, estrutura hidráulica da fazenda, etc. Depois cuidamos da qualidade da terra. Hoje podemos colher o fruto destes anos de muita determinação. Estamos sempre  buscando nos aperfeiçoar, querendo saber mais. A Agrosuisse vem nos dando consultoria, sendo que a primeira vez que ouvi falar de conceito orgânico foi através do Fábio Ramos, na Bahia, há muitos anos.O Fábio nestes anos todos tem sido uma pessoa, que vem sempre nortear, orientar o rumo da Fazenda.
PO - O que você tem aprendido nestes anos de produtor orgânico, qual o saldo principal desta experiência até agora?
MP - Paciência e Respeito. A fazenda convencional dá um tempo para vida que a própria vida não tem. É igual ao telefone celular. Se você fica com o celular o tempo inteiro, você cria uma urgência para a sua vida que sua vida não tem...O orgânico respeita o TEMPO de cada produto, respeita a terra e por consequência respeita o meio ambiente. O agrotóxico traz esta urgência, de ficar "pronto" rapidamente, e isso gera um resultado falso, artificial. Aprendemos muito também com  uma das figuras mais interessantes em termos de pensamento bio-dinâmico: o sr. João Carlos Ávila. "Não existe praga; existe desequilíbrio." ele diz. E o João Carlos conseguiu transmitir este conhecimento, esta sabedoria da terra , ao nosso Rildo.
PO -  Rildo continua uma presença forte no Vale das Palmeiras...
Marcos Palmeira e Rildo de Oliveira Gomes
MP- Como você sabe, Rildo foi covardemente assassinado este ano e foi um golpe duríssimo para todos nós. Ainda  é. Mas a energia dele está presente e falamos nele a todo momento.
O Rildo era meu braço forte, que tocava a Fazenda, era o meu lado rural. Ele usava uma expressão  que deveria ser patenteada: "certificar a cabeça".
É o momento quando a pessoa  assimila o que realmente significa o conceito orgânico. Exemplo: quando um funcionário entendia porque a tiririca poderia ser vista, não como uma praga, mas como um excelente componente para  fazer cama de curral (que volta como um super-esterco para a terra), o Rildo dizia: "Este já está com a cabeça certificada".
PO – Além da tiririca, que outros exemplos práticos vocês utilizam na Fazenda Vale das Palmeiras, que vocês gostariam de contar para os visitantes do Planeta Orgânico?
MP- Um exemplo curioso é o da galinha d’angola. Nós tínhamos problemas de formigas, bichos na lavoura. Seu João Carlos, conversando com Rildo disse que a galinha d’angola é um bicho que come bastante formiga e não ataca a lavoura. Ela cisca embaixo da folha e não belisca a folha e  está dando muito certo.
Outro exemplo são nossos porcos no curral. Isso é foi uma idéia do Rildo. Os porcos fazem um trabalho de manter o esterco sempre ventilando. E também posso lembrar a galinha fazendo o controle do carrapato. Não só ela come o carrapato, como ajuda no próprio relaxamento da vaca. Aqui está cheio de galinha caipira.
PO – O que produz atualmente a Fazenda Vale das Palmeiras?
MP - São 39 produtos. Agrião, beterraba, rabanete, chuchu, cenoura, chicória, alface roxa, alface crespa, alface lisa, rúcula, radichio, couve flor, repolho roxo, nabo, milho, laranja, limão, acerola, banana, leite, ovos, mel, abacate, caqui são alguns deles.Todos os nossos produtos são certificados pelo IBD.
PO – Como é feito o controle da produção?
MP – Nossa veterinária homeopata, Leslie Almeida, trabalha diretamente ligada ao Roque. Heleni é diretamente ligada a uma agrônoma que dá consultoria uma vez por semana,  ajudando a montar o planejamento da rotação de cultura.Todo o processo é cuidadosamente acompanhado por pessoas com a "cabeça certificada".
Hoje o Roque está tocando a lavoura, a Heleni, mulher do Rildo também é meu braço aqui, e há um verdadeiro núcleo familiar. Somos todos grandes amigos e trabalho com pessoas da minha maior confiança.
Roque, Marcos e Heleni
PO – Você sente que o entorno da fazenda está mudando?
MP – Ah com certeza! Por exemplo, a questão do lixo. Fazemos um trabalho forte de conscientização em relação ao lixo. Os vizinhos estão mais preocupado com a qualidade da terra, estão adubando mais as suas terras, estão preservando mais as suas árvores, as suas matas. Somos muito rigorosos com a questão da limpeza. Não pode ter guimba de cigarro, garrafa plástica, papel de bala, estamos sempre atentos. Somos "mala" mesmo...
Heleni –  Nós temos realmente que fazer um trabalho de educação, de conscientização. Aqui na região por exemplo, você pode não conseguir mudar a cabeça de alguns produtores, mas você pode trabalhar essa idéia de meio ambiente com os filhos destes produtores. Isso já é um ganho.
Fábio Ramos, presente à entrevista, pergunta: O Vale das Palmeiras se instalou no coração da produção convencional, que trabalha com cultura química. Como é este desafio?
MP- Eu acho que nunca houve este enfoque de desafio. Eu não vim para cá para provar nada para ninguém. Tanto faz eu estar aqui ou estar em Miguel Pereira ou Pati do Alferes no meio do tomate totalmente contaminado de agrotóxicos. Isto já tira um peso, isto é muda o astral, a energia não está voltada para eles, a energia está voltada para nós mesmos. Eu não tenho a pretensão de resolver o problema social do Brasil, mas aqui na Fazenda Vale das Palmeiras, na medida do possível, o que está ao meu alcance de proporcionar melhor qualidade de vida para as pessoas que aqui trabalham, eu tenho certeza que eu faço. Todas as crianças aqui estudam, todos os funcionários são estimulados a crescer profissionalmente, nós os incentivamos a participar de cursos, seminários,  e todos que entram para trabalhar aqui saem enriquecidos de alguma forma. Isso não é demagogia é uma proposta de vida.

sábado, 20 de agosto de 2011

Horta Auxilia Tratamento de Pacientes Psiquiátricos

Hospital Mário Covas desenvolve projeto de hortoterapia 
há dois meses e tem resultados positivos


O hábito de plantar e cultivar hortaliças pode parecer uma tarefa um tanto incomum nos dias de hoje. No entanto, essa atividade faz parte do tratamento de pacientes psiquiátricos do Hospital Mário Covas, em Santo André. O hospital inaugurou no último dia 8 o projeto “Hortoterapia: Nas fronteiras dos jardins da razão”, voltado aos pacientes da clínica psiquiátrica. Apesar de a abertura oficial do projeto ter ocorrido ontem, o trabalho já é desenvolvido há dois meses.


Os pacientes trabalham no terceiro andar do hospital, onde há dois canteiros, com 5 metros quadrados cada, e cultivam ervas aromáticas e hortaliças. Uma vez por semana, cerca de cinco pacientes vão trabalhar na horta. Além disso, todos os dias um deles é escolhido para regar o espaço.
A psicóloga da Clínica Psiquiátrica, Andressa Furrier, contou que a ideia de montar a horta surgiu porque os pacientes do setor não tinham contato com o ambiente externo. “Nós queríamos proporcionar uma atividade em que eles pudessem transitar ao ar livre, pelo hospital e pudessem ser vistos pelas pessoas”, disse.


Com a atividade, os pacientes aprendem e se comprometem a cuidar do meio em que vivem. “Ter a possibilidade de ver uma coisa ser produzida do começo ao fim é muito bom, porque eles entendem que estão conseguindo resultados, alcançando objetivos”, contou. A psicóloga explicou que os pacientes ficam muito entusiasmados para trabalhar no espaço e que a interação entre eles melhorou. “É muito interessante ver como eles se organizam. Eu não preciso me preocupar com as tarefas, eles próprios já designam quem vai cuidar de cada coisa”, contou.



LÍGIA VALEZI
Da Redação
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Horta suspensa pode ser feita em ambientes com pouco espaço

CLIQUE AQUI e Assista o vídeo da reportagem feita pela Globo-MG

No link acima, a Engenheira Paisagista Giselle Melo explica como montar, de maneira prática e de fácil aprendizagem, uma horta suspensa na sua casa! No pouco espaço que você disponibilizar, é possível cultivar esse agradável e saudável hábito de criar diversas espécies de plantas e ervas. Experimente!!